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Meryl Streep e Anna Wintour: Poder, Moda e o Retorno de Miranda Priestly

No encontro que reuniu duas das mulheres mais influentes da cultura contemporânea, Meryl Streep e Anna Wintour dividiram reflexões sobre moda, poder e envelhecimento — tudo isso às vésperas da estreia de O Diabo Veste Prada 2, marcada para 1º de maio de 2026.

A conversa aconteceu em uma suíte no Crosby Street Hotel, em Nova York, sob mediação da cineasta Greta Gerwig. O cenário não poderia ser mais simbólico: Annie Leibovitz fotografava, enquanto Grace Coddington assinava o styling. Um verdadeiro quarteto de peso.

Moda como linguagem de poder

Anna Wintour destacou que não acredita na necessidade de ternos de “poder” para mulheres. Para ela, o estilo é sobre autenticidade: “Pense em Michelle Obama. Seja usando J.Crew ou Chanel, ela sempre parece ser ela mesma.”

Meryl Streep, por sua vez, lembrou como a moda também carrega mensagens políticas. Citou o polêmico casaco usado por Melania Trump com a frase “I Really Don’t Care, Do U?” durante visita a crianças migrantes. Para Streep, roupas revelam tanto expressão pessoal quanto pressões históricas e sociais: “Há uma desculpa embutida nas mulheres. Elas têm que mostrar sua pequenez, como se fosse compensatório.”

O peso de Miranda Priestly

Questionada sobre voltar ao papel de Miranda 20 anos depois, Streep explicou que se interessou pelo aspecto empresarial da personagem: “Carregar o peso de tantos empregos, manter uma organização viva… isso me intrigou. E acho que o novo filme encontrou algo verdadeiro sobre o negócio da moda hoje.”

Anna Wintour acrescentou que o primeiro filme mostrou ao mundo a força econômica da moda e que, agora, o setor evolui em novas plataformas, alcançando muito mais pessoas.

Envelhecer com vitalidade

Ambas, aos 76 anos, falaram sobre o privilégio da experiência. Wintour afirmou: “Gosto da minha idade. Sinto-me tão viva e curiosa quanto sempre, e acho que a experiência traz equilíbrio.” Streep completou: “O segredo é sempre quebrar novas ondas. Não estamos acabadas.”

Família e legado

A conversa também tocou em temas pessoais. Streep revelou ser uma avó dedicada de seis netos: “É o tempo mais curto e mais longo da vida. Você precisa aproveitar cada segundo.” Wintour, com quatro netos, destacou a importância das tradições familiares e da presença constante, mesmo conciliando com o trabalho.

Estilo e figurino

Sobre Miranda, Streep contou que desta vez o visual foi simplificado, mais essencial e menos preocupado com a opinião alheia. Já Wintour não hesitou em eleger seu figurino favorito: “O vestido vermelho de Pierpaolo. É magnífico.”

O que esperar de O Diabo Veste Prada 2

Sem revelar detalhes, Streep garantiu apenas: “É um final feliz. Ou não exatamente feliz, mas real e triunfante.”


Conclusão:
O encontro entre Meryl Streep e Anna Wintour foi mais do que uma entrevista: foi um diálogo sobre poder, autenticidade e legado. Duas mulheres que, cada uma em sua área, redefiniram o que significa liderar — e que agora se encontram novamente sob a sombra de Miranda Priestly, personagem que se tornou ícone cultural.


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